Delírio: Um Poema sobre Fragmentação e Desespero por Beatriz Meireles
Delírio

Na mira do espelho escuto o delírio. Carrego no botão e aumento, com muita sede, o volume à televisão....

Viúva
Viúva

É a viúva a protagonista da morte do marido, o fim do amor principiou. A tragédia é o clímax...

Mulher a contemplar o mar
Brisa

O corpo é repleto de mistérios, ter a brisa a percorrê-lo é a alma a despertar. É fria, das...

Mulher a caminhar em direção ao mar, numa praia de areia branca, ao por do sol, com um colete salva-vidas vestido.
Praia branca

Sempre voltei à praia branca quando nada sinto. Habito com os mortos, falo-lhes da casa, quando nada sinto. Aceno-lhes,...

Peregrina
Peregrino

Ao rosto vêm as dores do peregrino que os pés escondem, dormem serenos de cansaço! O tempo demorou-se de...

Dolce far niente 6 - Beatriz Meireles
Dolce far niente

Onde me encontro, dolce far niente escreve-se devagar, são como algodão as palavras circulantes e enigmáticas que procuro neste...

Multidão 8 - Beatriz Meireles
Multidão

A sala escura aguarda a multidão. Não estão indivíduos vivos na multidão, não há vozes, nenhuma voz na multidão,...

Desânimo 10 - Beatriz Meireles
Desânimo

Tenho um desânimo maior, a longa viagem tornou-se uma realidade feita de repetições e ausências, daquelas que sabem guardar...

Paciência 12 - Beatriz Meireles
Paciência

Sussurra – a vida é paciência, limbo de onde esperas a vinda da justiça e da sapiência. Não esqueças…...

Baloiço 14 - Beatriz Meireles
Baloiço

Há um corredor de luz que movimenta o coração quando brincam as crianças. Convidam o sol a sentar-se no...