O filho é belo quando dorme –
o coração que traz a mãe
ilumina-lhe o rosto de rosas.

É um candeeiro sempre aceso
para afastar o medo, o coração
da mãe.

O filho é também eterno
quando dorme,
aquieta a mãe do tempo

que não se consome,
que não se perde
o umbilical coração…

Dormindo, o filho é sonho,
mãos que tocam juntas
a música do infinito.

Quando o filho crescer
e deixar os cobertores
puros da casa da mãe,

resta o vazio coração
que num vago sopro
bate pelo filho.

Para o Bernardo