Talvez me cure num dia fácil,
só que um dia fácil não ocupa
o meu lugar à cabeceira.
Nada a voz perdida no mar alto,
não é ouvida por inquietar
quem apenas se quer.
Para quê converter o pensamento
em palavras, ser mais quando
querem muito menos?
Morro do futuro, não há cura para mim, para nenhuma de nós, aguardam-nos mais oceanos
de dias difíceis…

Beatriz Meireles
Outubro de 2026