Ouve-te 1 - Beatriz Meireles
Ouve-te

Para escrever tens de ouvir o que está dentro. Mas nem sempre a garganta expele as palavras de um...

Flores do artista 3 - Beatriz Meireles
Flores do artista

O artista que pinta as flores não é o mesmo que olha o chão desértico. Há alma nas flores,...

O beijo 5 - Beatriz Meireles
O beijo

Das forças invisíveis do vento emergem as verdes ondas do mar à árvore. Do inevitável encantamento, quente a água...

Inês 7 - Beatriz Meireles
Inês

Visitei Inês três vezes no leito, sepulcro de doença e pobreza. Sempre fora a pobreza um mistério, sorriso tímido...

Imagem poética do mar azul com uma carta a flutuar: representação visual do poema ‘Mayday’ de Beatriz Meireles.
Mayday

Escreveste-me uma carta de amor com um código que não abria. Eu e tu, tu e eu nem sempre...

Frágil 10 - Beatriz Meireles
Frágil

Frágil é o futuro, líquen que avidamente consome o tronco da árvore sem que dela se apodere. Queria adivinhá-lo,...

Na noite 12 - Beatriz Meireles
Na noite

Na noite sobressaem pontos de luz. Caem repentinos como tordos sem que possam habitar, mesmo em silêncio, lugar algum...

Palavras locomotoras 14 - Beatriz Meireles
Palavras locomotoras

Falam sem palavras dentro os que não se inquietam em existir. As palavras permitem os refúgios mais aprazíveis da...

menino em gaza, no meio dos destroços
A dor (ou a apatia) da guerra

A dor é um lugar comum, uma noite escura sem sonhos que toquem o coração das horas. Na dor,...

Infância 17 - Beatriz Meireles
Infância

ao Bernardo Dançam as mãos do menino com o cavalo de brincar. A galope, no ar, há tanta lucidez...