Ao rosto vêm as dores do peregrino
que os pés escondem, dormem
serenos de cansaço!
O tempo demorou-se de lucubrações,
revelações, despindo-o
de superficialidade e regando-o
do que é digno e essencial…
As dores permanecem, são espelho
da vida ausente de sorte, da inconstância,
renovam-se, porém, a fé e a esperança.
Há então matéria nova circulante,
o sofrimento encontra outros caminhos,
a aceitação, por exemplo, tantos sonhos
de bondade coletiva…
É comovente o rosto do peregrino,
como se entrega aos nossos olhos
de brancura!
Beatriz Meireles
Paredes,
13 de maio de 2026