Boa noite, amigos e amigas,
Tenho muito para contar!
Hoje trago novas alegrias,
uma história para dançar.
Era uma vez duas meninas,
A Leonor e a Bailarina.
Das agitadas cortinas
lançou o Vento purpurina.
Leonor chorou,
depois da corda partida.
A Bailarina rodopiou,
continuou a menina perdida.
Leonor perguntou:
– Moveu-se a Bailarina?
A amena brisa sossegou,
calando finalmente a menina.
Da gavetinha o Vento tornou a fugir.
Disse então o avô à netinha
que espirrava, para dali sair,
não esquecendo a casaquinha!
Foram à loja das velharias,
o avô e as meninas.
Consertavam as avarias
e todas as outras coisas pequeninas!
Ficavam felizes todos os corações,
mas um remoinho surgiu!
Leonor, que controlava as emoções,
o medo, a dor sentiu.
O dedo da picada curou
das gigantes rosas malvadas.
Na farmácia entrou e tomou
drageias às cores e vitaminadas.
Passaram por mais armadilhas,
inebriando-se a menina com os bolos,
ainda longe das outras bailarinas.
No bingo, tantos números tolos!
À loja das velharias regressaram,
na Rua das Três Margaridas.
Todos os tutus oscilaram,
arranjava-se a Prima das bailarinas!
Nada mais posso contar,
Na gavetinha devo esconder o Vento…
A história não mais quero desvendar,
para não perderem o encantamento!
Atchim!